segunda-feira, 22 de junho de 2009

VIGÍLIA DISTRITAL - UMA NOITE DE PODER

Na direção do Pastor Israel distrital de Votorantim e de Franz, líder do ministério Pessoal da igreja central de Votorantim ocorreu na noite do dia 20 para o dia 21 de junho uma vígilia que envolveu todo distrito de Votorantim .
Testemuhos, Orações, Estudo da Bíblia e Batismos foram alguns dos eventos
Presença marcante de alguns convidados:

  • Quarteto da igreja Central de Itapetininga

  • Conjunto igreja do Guadalupe - Sorocaba

  • Dueto da igreja central de Sorocaba

  • Pr. Raimundo Gonsalves - Evanlgelista de APaC
  • Pr. Steverson
  • Pr. Elkean
  • Pastor Anderson
  • Amigo
  • Membros do distrito

E claro o convidado mais ilustre da noite

  • JESUS CRISTO.









































































































sexta-feira, 12 de junho de 2009

Artigos - Autores Diversos

QUAL É O DESCANSO DE HEBREUS 4:9?
Durante anos temos ouvido de pregadores e lido de estudiosos, argumentos baseados em sabbatismov – sabbatismós de Heb. 4:9 em defesa da continuidade da guarda do sábado no Novo Testamento.
Pesquisando este assunto com mais profundidade, concluiremos que este texto não deve ser usado, como prova de que o repouso sabático permaneceu inalterável após a morte de Cristo. Embora o tema ventilado nesta passagem não seja o dia santificado, ele nos traz uma profunda mensagem referente ao sábado do sétimo dia.
Para uma boa compreensão deste problema, é preciso estudar os capítulos 3 e 4 da carta aos Hebreus, ou o contexto deste verso. Pela leitura se conclui que o autor da carta mostra como o povo judeu, do tempo de Moisés e Josué, não conseguiu entrar no repouso de Deus por causa da sua incredulidade.
Quando Deus tirou a Israel do Egito Ele disse a Moisés: "A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso". Êxo. 33:14.
Para Moisés e Israel estas novas eram muito agradáveis após um período de lutas e agitações no Egito.
As promessas de descanso eram condicionais:
"Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos. . .". Israel, muito interessado em entrar na Terra prometida, sempre se lembrava das promessas, mas se esquecia de cumprir as condições. Sabemos que por sua incredulidade quase todos morreram no deserto, sem desfrutarem da Terra prometida.
Foi a este mesmo descanso que Jeremias se referiu quando disse: "Ponde-vos à margem no caminho e vede, perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho; andai por ele e achareis descanso para as vossas almas.. . ." Jer. 6:16.
O livro de Hebreus tem como centro a obra de Cristo para salvar a humanidade. Os capítulos 3 e 4 constituem um apelo para que o povo não falhasse em entrar no repouso divino, como havia acontecido aos filhos de Israel durante as vagueações pelo deserto.
O descanso aqui mencionado é a libertação das tribulações, tragédias, angústias e dores após a segunda vinda de Cristo. Este descanso seria uma maneira diferente de falar da salvação que Deus nos oferece.
Norman Russell Champlin em O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo, Vol. 59, pág. 513, assim se expressou sobre o descanso de Hebreus 3 e 4:
"A fim de que se aplique bem a passagem do A.T., em consideração, o termo chave descanso deve assumir um sentido diferente daquele que foi obviamente empregado no caso da geração do deserto. Ali a palavra indicava uma vida pacífica e estabelecida em Canaã, a Terra prometida. Portanto, esse termo tinha um sentido essencialmente físico. Para os judeus cristãos, porém, era necessário dar-lhe um significado espiritual, equivalente ao entrar nas bênçãos do mundo espiritual. Todavia, essa modificação não foi feita pelo próprio autor sagrado. Primeiramente, isso faz parte inerente do próprio A.T., pois, apesar de que Israel buscava um descanso terreno, por outro lado sempre houve o ensino de seu paralelo celeste, o bem-estar espiritual, embora os pensamentos sobre o outro mundo não tenham sido definidos do mesmo modo como o é no cristianismo, séculos mais tarde".
Uma pergunta natural que vem à nossa mente é esta: Em que tempo o cristão entra para este repouso? Quando aceita a Cristo ou apenas após a sua segunda vinda?
O estudo do contexto, especialmente das palavras resta (katakeipo), hoje (semeron) e entrar (eiserkomai) nos dão a idéia de que o repouso está à nossa disposição no presente. Este descanso pode ser parcialmente desfrutado agora, mediante a lealdade a Cristo, mas a apropriação plena deste descanso só será possível no futuro, na Nova Terra.
O livro Consultoria Doutrinária da Casa Publicadora, pág. 161, declara: "Quando o homem angustiado e perdido abandona seus próprios esforços e lutas, suas próprias obras, sua justiça própria e seus pecados, e se rende inteiramente a Deus através de Cristo e de sua justiça imaculada, ele entra no princípio desse repouso, e esse repouso se completará, quando o homem entrar na Terra renovada por ocasião da segunda vinda de Cristo".
Uma outra pergunta que nos ajuda a reflexionar é a seguinte: Como se entra para este repouso? A resposta se encontra no capítulo 4 verso 3. Este é o repouso no qual entrarão os crentes e do qual fala Jesus em Mat. 11:28 e 29. Vinde a mim. Porque nós, os que cremos, entramos neste descanso. Crer é ter fé, é obedecer, é ter confiança em Deus.
Esta oportunidade não estará para sempre à nossa disposição, por isso Heb. 3:13, 15, nos mostra que ela deve ser aproveitada hoje. Este privilégio está à disposição de todo aquele que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal.
Através de Hebreus 3 e 4 Paulo usa 9 vezes o termo repouso katapausis, como o alvo a ser atingido, mas em Heb. 4:9 surge uma palavra diferente para repouso – sabbatismós, que apropriadamente pode ser traduzida por "descanso sabático".
"A palavra usada como 'repouso' aqui é diferente da que tem sido empregada em toda a primeira parte do comentário (katapausis) . . . A palavra significa 'o repouso de um sábado', e fornece um importante elo de ligação no argumento, indicando o fato de que 'o repouso' que o autor tem em vista é o repouso de Deus, uma concepção muito mais alta de repouso, do que qualquer espécie de descanso que Canaã pudesse tipificar de modo adequado. O sábado, que em II Macabeus 15:1 é chamado o 'dia de repouso', é tipo mais aproximado do céu do que Canaã." – Farrar, Cambudge, Greek Testament, Epistle to the Hebrews, pág. 88.
Os estudiosos são unânimes em declarar que o termo "sabbatismós" foi criado pelo autor de hebreus, já que em nenhum documento ou inscrição esta palavra foi encontrada.
Qual a razão do emprego desta nova palavra?
Tudo indica que o apóstolo está unindo a mais profunda experiência de repouso, à qual Deus convida seu povo, com o símbolo da fé que o próprio Deus instituiu, o sábado. Em outras palavras, sendo katapausis o símbolo do repouso de Deus em Cristo, ele nos relembra o repouso do sábado como cessação das nossas obras, assim como Deus cessou das Suas no sétimo dia da Criação.
Como bem asseverou Russel Norman Champlin em O Novo Testamento Interpretado, ao explicar Hebreus 4:9: O autor sagrado criou um vocábulo, que fala ao mesmo tempo, de "descanso" e de "sábado". E foi assim que ele obteve dois resultados:
1º) Ele distinguiu esse descanso restante de qualquer outro descanso.
2º) Ele o identifica com o próprio descanso de Deus, o qual no quarto versículo, é visto como algo que ocorreu no sétimo dia, quando toda a obra da criação se completara".
Após citar Heb. 4:9, 11 Ellen White diz:
"O repouso aqui mencionado é o repouso da graça, que se obtém seguindo o preceito: Trabalhai diligentemente. . . . Aqueles que não estão dispostos a prestar ao Senhor um fiel, zeloso e amorável serviço não acharão repouso espiritual nesta vida nem na vida porvir. Apenas de um diligente trabalho provém a paz e o gozo no Espírito Santo – felicidade sobre a Terra e glória no além". – The SDA Bible Commentary, comentários de Ellen G. White sobre Heb. 4:9, 11.
O pastor Jerry N. Page em artigo no Ministry, junho 1978, pág. 13, com muita propriedade assim se expressou sobre o repouso de Heb. 4:9:
"Embora o sábado seja mencionado apenas incidentemente em um contexto que enfatiza a disponibilidade do repouso da salvação para o homem, o repouso de Deus, no sétimo dia da semana da Criação, revela que o sábado é um símbolo, é uma amostra do repouso da graça. Da mesma forma que o homem comunga com Deus pela fé e desse modo obtém o repouso, assim aconteceu no domínio do tempo, de modo que esta comunhão encontra sua suprema expressão na simbólica dádiva divina do sábado. Quando nosso autor introduz o conceito do repouso divino, não é por coincidência que ele faz um trocadilho pela introdução da palavra sabbatismós. A relação entre o repouso divino como experiência e o sábado como seu símbolo é de maneira conveniente explicada por E. J. Waggoner: 'O repouso no Éden era repouso sabático. O sábado é um pedaço do Éden que nos resta, até que o Éden seja novamente restaurado; aquele que guarda o sábado como Deus o fez, como Deus o concedeu para ser guardado, goza do repouso que o Senhor Jesus Cristo tem no céu. Mas como pode alguém guardá-lo? pela fé!"1
O sábado como um símbolo da realidade do repouso espiritual tem implicações com a futura, bem como com a passada e a presente salvação. O sábado é um elo especial com a consumação do prometido repouso de Deus. . . O sábado, como símbolo daquele repouso eterno é, num sentido especial, o sinal entre Deus e seu verdadeiro povo do concerto (Ezeq. 20: 12). Ele é o antegozo do eterno repouso e comunhão vindoura com Aquele que é o fundamento de nossa confiança e nosso Criador, Jesus Cristo. O sábado é um símbolo do profundo repouso de Deus no qual entramos agora, enquanto aguardamos a experiência ainda mais completa da qual partilharemos se conservarmos firmes nossa confiança e esperança até o fim.
Concluiremos com as palavras de Vincent em Word Studies in the New Testament, Vol. IV, pág. 420:
"A salvação cristã, após ter sido exposta como a autoridade (de Cristo) sobre o mundo vindouro, como o livramento do temor da morte, agora é apresentada como a participação no descanso de Deus. O propósito dos versículos primeiro a décimo primeiro do quarto capítulo (de Hebreus) consiste em confirmar a esperança desse descanso, advertindo contra a possibilidade de perdê-lo. O descanso de Deus foi proclamado aos nossos antepassados; mas não entraram no mesmo devido à sua incredulidade. Tal descanso também nos foi proclamado. E podemos falhar como aqueles falharam, e devido á mesma razão".
Do livro Reposo Divino para la Inquietud Humana, de Samuel Bacchiocchi, no capítulo "O Sábado – Mensagem de Redenção", págs. 127-132, retirei os seguintes pensamentos esparsos por serem os mais expressivos:
Neste capítulo vamos ver de que maneira o sábado tem sido utilizado na Bíblia por Deus, para dar a seu povo um vislumbre de sua salvação presente e futura.
"Anteriormente vimos, como a bênção e santificação do sábado são a expressão do desejo divino de transmitir aos homens vida abundante por meio de sua presença.
"Quando o pecado arruinou as perspectivas de uma vida feliz na presença de Deus, o sábado se converteu no símbolo do empenho divino para restabelecer essas relações rompidas após a queda.
"Havendo identificado em Heb. 4:4 a promessa que Deus fez de um repouso para seu povo com o descanso do sábado, o autor se sente livre para substituir no versículo 9 a expressão comum para 'descanso' katapausis, pelo termo mais específico de 'repouso sabático' – sabbatismós. Que este vocábulo se refere explicitamente à observância do sétimo dia, está provado pelo significado que este termo tem nos escritos de Plutarco, Justino Mártir e Epifânio, entre outros. Ademais, o verbo afim sabbatizo 'repousar' é empregado várias vezes na Septuaginta referindo-se claramente à observância do sábado (conf. Êxo. 16:30; Lev. 23:32; II Crôn. 36:21). Estes fatores advogam decisivamente em favor da interpretação de 'sabbatismós – repouso sabático', como uma referência ao descanso do povo de Deus (4:7) no sétimo dia. De outro lado, aquele 'repouso de Deus' que os israelitas encontraram ao chegar à terra prometida atualiza-se no sábado, 'de maneira que resta um repouso sagrado para o povo de Deus' (4:9). Porém, por outro lado, esse descanso tem adquirido uma nova dimensão com a vinda de Cristo (4:3, 7).
"Para o autor de Hebreus, como disse Gerhard von Rad, a finalidade última da criação e a finalidade última da redenção se identificam na realização dos objetivos, que Deus havia simbolizado no descanso do sábado.
"O conceito de 'repouso sabático – menuhah, como explica Abraham Joshua Heschel, 'significa na mentalidade bíblica felicidade e tranqüilidade, paz e harmonia.' A paz e o repouso do sábado, como aspirações políticas, permaneceram geralmente sem ser cumpridas, e se converteram em símbolos da era messiânica, chamara 'o fim dos tempos ou 'o mundo por vir.' – Teodoro Friedman observa que 'duas das três passagens nas quais Isaías menciona o sábado estão relacionadas com o tempo do fim (Isa. 56:4, 6; 58;13, 14; 66:22, 24) . . . Não é uma mera coincidência que Isaías empregue as palavras 'alegria' (oneg) e 'honra' (havod) tanto em suas descrições do sábado como nas do dia da restauração final (58:13 'considera este dia como dia de alegria. . . e digno de honra' conf. 66:10). A razão é clara: a alegria e o gozo que caracterizaram aquele dia estão ao nosso alcance, aqui e agora, no sábado.'
"A literatura rabínica e apocalíptica tardia proporciona exemplos mais específicos do sábado concebido como uma antecipação do mundo por vir.
"O tema do sábado, como sinal de liberação, aparece em diferentes formas no Antigo Testamento e na literatura judaica posterior. Sua condição de dia de descanso, faz que o sábado seja a primeira vez um símbolo e um agente de liberação física e espiritual particularmente eficaz. O fato de que o sábado proporcione liberdade da opressão do trabalho o converte na mais afetiva expressão da redenção divina. Daí a razão do sábado aparecer freqüentemente associado com o tema da salvação."
Referência:
Studies in the Book of Hebrews, de Ellet Joseph Waggoner, Boletim da Associação Geral, 1897, pág. 301.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

HUMILDADE

VENCENDO O MAIOR DRAGÃO

Entre as lendas da Idade Média há uma a respeito de um dragão feroz que saia do mar e devorava homens, mulheres e crianças. Alguns homens bravos decidiram atacá-lo, mas seus cavalos e cachorros fugiram à vista do monstro, de cujos olhar saiam chamas, e de cuja boca saíam torrentes d'água, que podiam matá-los. Era o dragão considerado invencível, e o Mestre da Ordem de São João proibiu que qualquer cavaleiro pusesse em perigo sua vida no esforço inútil de matar o monstro. Havia um cavaleiro, todavia, que pensou em libertar o mundo de tal flagelo. Foi a uma ferraria e fez um dragão de aço, exatamente igual ao verdadeiro com as chamas, etc. Então, arremeteu seu cavalo e seus cães contra o dragão artificial, até que se acostumaram com ele, julgando-o inofensivo.
Quando não mais tinham medo, ele saiu para matar o dragão verdadeiro. O povo, então, alegrou-se grandemente e louvou o herói de maneira extraordinária. Contudo, quando o cavaleiro trouxe a cabeça do dragão ao Mestre da Ordem, foi censurado duramente. Considerava-se naquela Ordem a obediência estrita como a mais importante de todas as virtudes, e o Mestre lhe disse: "Você foi desobediente. Você quebrou o voto de obediência aos regulamentos. Doravante você não é mais filho desta Ordem".
O cavaleiro abaixou a cabeça envergonhado, e humildemente retirou-se- E então, diz a lenda, o Mestre chamou-o com lágrimas nos olhos e exclamou: " Você é digno de ser um Mestre entre nós, porque tem verdadeira humildade. O homem que vence seu próprio espírito é maior que aquele que mata muitos dragões".

Batismo

Guarda de honra do clube desbravadores para o batizando da tarde.







Decisões tomadas para o batismo.




Jovens decidem por Cristo.

















Pastor Jediel Unglaub batizando Miguel
















Pés Molhado. 15 anos de oração e esposo finalmente entrega-se a Cristo.






















































Voto Batismal














Quarteto Asas da Fé



















































domingo, 31 de maio de 2009

RFLEXÃO

O MENINO QUE RISCOU O CARRO
O pai estava feliz da vida com o novo carro. Todos os dias perdia tempo, lavando e dando um brilho no veículo, que às vezes nem dava a devida atenção para a família.
Indiferente ao amor que o pai sentia pelo carro, o menino passou a brincar na garagem com um pequeno prego. Desavisado e inocente, o menino passou a riscar a lataria do automóvel.
Ao ver o carro riscado, o pai perguntou ao filho quem havia feito aquilo. O menino então confessou, pois temia ser castigado caso mentisse.
Completamente tomado pela ira, o pai, fora de si, aplicou várias palmatórias na mão direita do menino. Tamanha foi à surra, que o garoto chegou a ficar desacordado, e teve mão amputada devido à gangrena provocada pelo espancamento.
Ao sair do hospital e voltar para casa, o menino observou que o carro de seu pai já estava com a pintura toda reformada.
Inocente, a criança disse ao pai: “Fico feliz pelas raladuras na pintura do carro terem sumido. E minha mãozinha, quando vai nascer de novo?”
Só Deus é verdadeiramente capaz de perdoar erros grandes e pequenos que cometemos. Ele transforma corações verdadeiramente arrependidos.

SEMANA DE ORAÇÃO LAR E FAMÍLIA - SOMOS TODOS FILHOS





































quinta-feira, 28 de maio de 2009

RFLEXÃO

Porta Mais Larga do Mundo
Conta-se que um dia um homem parou na frente do pequeno bar, tirou do bolso um metro, mediu a porta e falou em voz alta: dois metros de altura por oitenta centímetros de largura.
Admirado mediu-a de novo.
Como se duvidasse das medidas que obteve, mediu-a pela terceira vez. E assim tornou a medi-la várias vezes.
Curiosas, as pessoas que por ali passavam começaram a parar.
Primeiro um pequeno grupo, depois um grupo maior, por fim uma multidão.
Voltando-se para os curiosos o homem exclamou, visivelmente impressionado: "parece mentira!" esta porta mede apenas dois metros de altura e oitenta centímetros de largura, no entanto, por ela passou todo o meu dinheiro, meu carro, o pão dos meus filhos; passaram os meus móveis, a minha casa com terreno.
E não foram só os bens materiais. Por ela também passou a minha saúde, passaram as esperanças da minha esposa, passou toda a felicidade do meu lar... Além disso, passou também a minha dignidade, a minha honra, os meus sonhos, meus planos... Sim, senhores, todos os meus planos de construir uma família feliz, passaram por esta porta, dia após dia... gole por gole.
Hoje eu não tenho mais nada... Nem família, nem saúde, nem esperança.
Mas quando passo pela frente desta porta, ainda ouço o chamado daquela que é a responsável pela minha desgraça... Ela ainda me chama insistentemente... Só mais um trago! Só hoje! Uma dose, apenas!
Ainda escuto suas sugestões em tom de zombaria: "você bebe socialmente, lembra-se?"
Sim, essa era a senha. Essa era a isca. Esse era o engodo.
E mais uma vez eu caía na armadilha dizendo comigo mesmo: "quando eu quiser, eu paro".
Isso é o que muita gente pensa, mas só pensa... Eu comecei com um cálice, mas hoje a bebida me dominou por completo.
Hoje eu sou um trapo humano... E a bebida, bem, a bebida continua fazendo as suas vítimas.
Por isso é que eu lhes digo, senhores: esta porta é a porta mais larga do mundo! Ela tem enganado muita gente... Por esta porta, que pode ser chamada de porta do vício, de aparência tão estreita, pode passar tudo o que se tem de mais caro na vida.
Hoje eu sei dos malefícios do álcool, mas muita gente ainda não sabe. Ou, se sabe, finge que não, para não admitir que está sob o jugo da bebida.
E o que é pior, têm esse maldito veneno, destruidor de vidas, dentro do próprio lar, à disposição dos filhos.
Ah, se os senhores soubessem o inferno que é ter a vida destruída pelo vício, certamente passariam longe dele e protegeriam sua família contra suas ameaças.
Visivelmente amargurado, aquele homem se afastou, a passos lentos, deixando a cada uma das pessoas que o ouviram, motivos de profundas reflexões.

CAPACITAÇÃO




segunda-feira, 27 de abril de 2009